Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marcador Amarelo

Porque há momentos que merecem destaque!

Marcador Amarelo

Porque há momentos que merecem destaque!

26
Jan15

Esperando ansiosamente...

Diz que Estuda

       Para quem me possa eventualmente conhecer: Não, não vou falar de praxe.

       E para quem não me conhece, o título da publicação faz parte da parte final de uma despedida que por mais de 170 vezes eu gritei no meu ano de caloira em conjunto com aproximadamente 150 pessoas que fizeram parte desse ano.

       E porquê dar este nome à publicação? O motivo é a saudade :')

 

      Já não vou a casa, por causa da época de exames, há cerca de 4 semanas e quando vim tinha decidido ficar estas 4 semanas e as próximas 3. A partir do momento em que me apercebo que os exames até estão a correr bem (Já passei a 2 cadeiras!!!) e que vou ter um intervalo de 15 dias entre o meu último exame da 1ª fase e o exame a que eu tenho de ir na época de recurso (decidi apenas ir na época de recurso para ter mais tempo para estudar) comecei logo a pensar se não deveria dar um saltinho a casa. Maldita hora! Decidi na semana passada que ia amanhã para casa por uns dias e começou a crescer uma ansiedade e uma vontade de ir e nunca mais voltar que eu nem queiram saber.

 

       Viver numa cidade grande mais lá para o centro é terrível. É só poluição, cócó de cão nos passeios, os carros buzinam por qualquer coisa, é prédios e mais prédios, quase não se vê o céu, o horizonte é a janela do vizinho da frente, não se vêem árvores, não se vê verde, não há borboletas nem flores. As pessoas andam sempre desconfiadas, nos dias de chuva os pés escorregam na calçada, a água não escoa como devia, os carros não param para os peões passarem nas passadeiras, anda sempre tudo cheio de pressa, tudo cheio de atrapalhação. Até já me estou a stressar só em imaginar o que estou a escrever.
       Viver nestas cidades, onde a intensidade do que referi é elevada afasta-nos, na minha opinião, daquilo que somos: animais racionais completamente dependentes do meio ambiente como qualquer animal irracional. Aqui, não damos importância à chuva, ao sol, não nos preocupamos em olhar o céu, não nos preocupamos com a poluição e com o desperdício, não pensamos no que comemos e os sacrifícios que tiveram de ser feitos para que isso fosse possível. Impressiona-me tanta falta de consciência junta (e por vezes ignorância também). Não digo que nos meios mais pequenos e mais pobres as pessoas tenham mais consciência mas a forma como olham para estes aspectos é completamente diferente.

      Nos meios mais rurais, por vezes as pessoas rezam para que chova, espera-se para que a galinha ponha ovos, deseja-se a recuperação do animal que se magoou, contempla-se o crescimento lento das plantas. As pessoas interpretam a cor e a quantidade de nuvens no céu, precisam do sol mas não é para os banhos de sol. Sabem o que custou criar o frango que servem agora à família e racionalizam melhor os recursos de forma a rentabilizar o fruto de todos aqueles dias em que às 6h30 da manhã já trabalhavam os campos. Estas pessoas, que contactam muito mais com a terra do que nós que habitamos a cidade, sentem muito mais o impacto das alterações climáticas. E não nos esqueçamos: é um problema que nos afecta a TODOS!
      Nas cidades para que importa a chuva? É tão fácil ir ao supermercado e comprar as frutas já colhidas, os legumes já cultivados e arranjados, se não há em Portugal importa-se de outros países e nunca falta nada. A carne já está aos bifes, nem viste o animal e para ti até é melhor assim. Não te pesa tanto na consciência quando deitas fora parte dessa refeição.

     Há pequenos gestos, pequenas acções que podem fazer a diferença. E sempre que pensarmos "Eu sozinha não consigo mudar o mundo!" desenganemo-nos! Se cada um de nós fizer uma boa acção para com o planeta, esse pequeno gesto que parece insignificante multiplicado por biliões tem de certeza o seu impacto. Por isso, não há desculpas!

      Poderia ficar aqui a escrever sobre tanta e tanta coisa que mexe comigo mas vai ficar para depois. Se todas as pessoas que lerem isto reflectirem um pouco sobre o assunto e, se acharem por bem, quiserem partilhar comigo as suas perspectivas, ficaria muito contente :) 

 

     Esperando ansiosamente por chegar a casa, estar com os meus bichos, acordar de manhã e ouvir os pássaros a cantar, abrir a janela do quarto e ver o verde dos campos, o orvalho sobre a erva e ouvir o a voz silêncio.

 

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...

Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura...

 

Nas cidades a vida é mais pequena

Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,

Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,

Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII"

21
Jan15

Estranha ida para a biblioteca

Diz que Estuda

Alerta: Contém papelarias (e expressões feias!)

juro que não sou cliente assídua de papelarias mas desde que criei o blog que não faço outra coisa

 

Hoje de manhã a caminho da biblioteca, um homem com um aspeto muito pouco atraente atravessou a estrada vindo ao meu encontro enquanto me ia dizendo Bonjour e Bom dia. Para o evitar meti-me dentro de uma loja que eu sempre julguei só vender revistas cor de rosa "Que shit, o que é que eu vou comprar agora?"

Enquano a senhora da loja dava direcções a um rapaz muito bem parecido (pela roupa estava em trabalho e não sabia onde eram as ruas), deparei-me com com umas canetas BIC azuis "Ok, que seja uma!" e nesse mesmo instante a senhora interrompe a conversa com o moço e dirige-me a palavra muito feliz e sorridente.

"Tome lá para chupar enquanto espera!" - disse-me ela metendo-me um rebuçado de mentol na mão. Mas esperar pelo quê? Eu já estava de caneta e dinheiro na mão e nem consegui dizer nada, sorri apenas. Nem tive coragem de olhar para ele, já estava envergonhada que chegue. Vendo-me sem reação acrescentou "É para curar constipações". Só me apeteceu rir.

"Também quer chupar? Tome lá um e chupe também!" disse ela agora dirigindo-se toda sorridente para o rapaz e quase lhe metendo o rebuçado nas mãos. Reparei que ele também não teve resposta para lhe dar direccionando a conversa novamente para os nomes das ruas.

 

Mas que raio foi isto?



Nota para a Sofs: Tens alguma coisa a ver com isto? xD

21
Jan15

As mulheres complicam - Mero exemplo

Diz que Estuda

Iniciei o blog explicando o porquê de este se chamar Marcador Amarelo e referindo que precisava de um novo. Há dois dias tirei, finalmente, algum tempo para mim, para ir dar uma volta sem me preocupar com estudar.

A caminho da fnac, onde depositei a minha esperança de por lá encontrar um marcador amarelo, passei por uma papelaria que desconhecia e com bom aspecto. Ao contrário dos outros sítios por onde procurei o meu tão desejado marcador amarelo, esta papelaria tinha IMENSOS! O que uma pessoa normal faria seria pegar num que agradasse à vista, dirigir-se à caixa e pagar. Nestas coisas, vou admitir, sou um pouco anormal. 

 

 - Comecei por analisar as pontas dos marcadores. Não gosto de marcadores que sublinham quase duas linhas, os meus favoritos são aqueles que sublinham apenas as letras de uma linha. Exclui logo duas marcas.

- Em seguida foram os preços, entre dois marcadores que fazem exactamente a mesma coisa, prefiro o mais barato.

- E só para ter a certeza, dirigi-me a uma das caixas e perguntei se podia experimentar. A senhora, que estava muito entretida a coscuvilhar com uma cliente, deu-me uma folha pacificamente. Experimentei o que me agradou mais em primeiro e o papel absorveu a tinta toda tendo esta quase desaparecido. Depois experimentei os outros, um era demasiado grosso, outro era tão florescente que magoava os olhos tendo me decidido por um Pelikan a 0.80cent.

Durante todo este processo a senhora quase que revirou os olhos por eu estar a experimentar todos os marcadores amarelos "Mas quem é que se preocupa com isso?" e quando me decidi pelo que queria, ela pegou nele conferiu o preço, perguntou-me arrogantemente se queria nome na factura e quase que me o atirou ao peito. Caramba, era preciso tanto? Desculpe lá se lhe interrompi a conversa ok?

Não pude deixar de pensar na atitude da senhora. O que é que eu fiz de mal? Ela disse que podia experimentar e foi exatamente isso o que eu fiz, nem a mais nem a menos...

 

É claro que, também não pude deixar de pensar em mim e no que eu fiz. Apesar de achar que não foi nada de especial, talvez eu tenha complicado um bocado também. Como referi anteriormente, admito que nestas coisas sou um pouco meticulosa mas tem tudo uma razão. Se tivesse optado por aquele que me agradou logo à partida, não seria a primeira vez que compraria coisas sem tinta ou secas e iria voltar lá 10 minutos depois a reclamar. Bem, eu até nem reclamo, faço só uma observaçãozita "ah e tal, desculpe lá mas só me apercebi depois de que o marcador não escreve", às vezes corre bem outras vezes corre mal e a culpa claro que é minha porque não os testei na loja.

 

Se calhar tem razão quem diz que as mulheres complicam...mas não é pelo prazer de complicar, até porque me dá mais trabalho complicar do que prazer, é porque tem motivos para tal. Maybe we should all think about it

 

https://randomdeterminism.files.wordpress.com/2010/10/highlight.png?w=300&h=142

 

16
Jan15

O dia seguinte...ao yoga!

Diz que Estuda

Hello!
Esta noite dormi lindamente!
De manhã acordei com o despertador de segurança (que é um despertador que toca todos os dias às 8h45) porque me esqueci de tirar o silêncio ao iPhone... Como já disse anteriormente: A culpa é do iPhone! Mas não ligando muito a esse pormenor (que me impediu de ir para a biblioteca) acordei com bastante energia e bem disposta :)

De manhã nem me apercebi muito bem mas com o passar das horas notei que estava bastante dorida em algumas partes do corpo. Onde me dói mais é, sem dúvida, por cima das costelas (ainda não estudei miologia por isso dêem-me um desconto) e nas costas, exatamente nos sítios onde costumo acumular muita tensão. Dói mesmo!

Em conversa com umas colegas:

- Estou toda dorida aqui e aqui...

- O que andas-te a fazer para ficares assim?

- Fui a uma aula de yoga

-O quê? Mas o yoga não é aquela seca parada no mesmo sítio?

- "É"

- Eu pensava que não partia assim tanto e assim nesses sítios!

 

As pessoas estavam sempre à espera que eu dissesse que tinha ido a uma aula de jump ou daquelas actividades que eu falei no post anterior. Não estavam nada à espera que tivesse sido o yoga.

 

A brincar a brincar já há duas colegas que querem ir experimentar um dia destes comigo :P

 

Boa noite

Pág. 1/2