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Marcador Amarelo

Porque há momentos que merecem destaque!

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12
Mai15

"Raios parta o cão!"

Diz que Estuda

E não é que hoje fui até ao mini mercado da aldeia com o miúdo e nos decidimos pelo caminho a fazer um bolo? Pois bem, chegamos lá sem receita e por isso comprámos o que achávamos que o bolo devia levar. 
Já a caminho de casa, avisei o miúdo para pôr as coisas na mala do ginásio porque ia com elas na mão desnecessariamente.

"Não, quero levar na mão porque me é mais confortável!".

Quando chegamos a casa não encontrava a chave do portão e por isso pedi-lhe que segurasse na margarina que eu tinha dentro da minha bolsa. Entrar em casa foi engraçado porque o cão estava eufórico e não parava de saltar para cima de mim e a chave não saía do portão e deixar o cão escapar-se para a rua era tudo o que eu menos queria.

Lá conseguimos entrar e, de repente, não havia sinais de cão pelo que olhei de relance pela janela e lá estava ele deitado a abrir o pacote da margarina e a dar a primeira lambidela.

"És um tone! Não sabias segurar na manteiga? Não deste pela falta dela? O cão está a come-la!!!!"

E começou o real circo! O cão a fugir pelo jardim e nós atrás dele. "Olha, tenho pão" "Aqui!" "Larga!" "Queres bolachas?" e o cão cada vez se escondia mais no meio dos arbustos a devorar o manteiga e com 4 dentadas engoliu-a toda!!!

Não pensem que foi por isto que ficamos sem bolo, tinhamos uma receita de bolo de ananás sem manteiga e que ficou muito bom! A maior preocupação foi mesmo o estado do cão uma vez que ainda me podia ter morrido com uma overdose de colesterol.

E é com estas proezas que o meu cão me está sempre a prendar, faz tudo o que eu lhe mandar se eu tiver um pedaço de pão na mão (senta, deita, rebola, roda, dá a pata, rasteja, faz um oito nas minhas pernas, salta o arco e "vai para o ninho"), até devolve as botas de borracha (quando de forma sorrateira as rouba da garagem) mas quando se trata de comida...esqueçam lá. Ok, ele senta, deita e dá a pata sem precisar que lhe dê comida o que já não é nada mau e que curiosamente foram as três primeiras coisas que lhe ensinei quando ainda era cachorro.

O bicho é muito querido e estimado por todos cá em casa mas como foi o primeiro cão da família, os meus pais não sabiam própriamente como educar um e a prespectiva da minha avó era prendê-lo numa corrente e deixá-lo para lá a vida toda coisa que para mim estava fora de questão e que se era para ter um cão nessas condições simplesmente não o queria. Assim sendo, assumi eu os comandos em tudo o que dizia respeito ao cão.

Fiz o melhor que pude e ele proporcionou-me momento fantásticos e sensações inscriveis. Tenho o orgulho de puder afirmar que é a mim que ele mais obdece mesmo sendo eu a que actualmente passo menos tempo em casa.

É uma carga de trabalhos, é! É imensa responsabilidade a que se deposita quando dámos uma animal a um jovem, é! Mas em nada me arrependo de me ter proposto a este desafio e com certeza que terei sempre um fiel amigo de quatro patas na minha vida. 

Errei em certos aspectos na educação do meu cão mas não seria de esperar ter um cão perfeito logo à primeira. À semelhança das criancinhas, há erros que se comentem na educação do primeiro que não se cometem no segundo e no entanto o segundo também não é o filho perfeito porque este conceito de perfeição é muito relativo e estúpido ao mesmo tempo. 

 

É destas palermices que me divirto a contar e que me fazem rir. Não é sobre a comida que fiz na perfeição hoje ao almoço ou das 8h horas que dormi na noite passada. É claro que se calhar vou começar a história com "Raios parta o cão!" mas não quero com isto dizer que gosto menos dele 

 

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